sexta-feira
O Principezinho
Trabalho de grupo:
Grupo 1 - Comenta as seguintes citações de A. Saint Exupery, num texto bem cuidado:
A) "Só se vê com o coração. O Essencial é invisível aos olhos"
B) "Foi o tempo que dedicaste à tua rosa que fez a tua rosa tão importante."
C) "Tu tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas"
Grupo 2 - Comenta as seguintes citações de A. Saint Exupery, num texto bem cuidado:
D) "As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações... Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações."
E) "As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para uns, que viajam, as estrelas são guias. Para outros, elas não passam de pequenas luzes. Para outros, os sábios, são problemas. Para o meu negociante, eram ouro. Mas todas essas estrelas se calam. Tu porém, terás estrelas como ninguém... Quero dizer: quando olhares o céu de noite, (porque habitarei uma delas e estarei rindo), então será como se todas as estrelas te sorrissem! E tu terás estrelas que sabem sorrir! Assim, tu te sentirás contente por me teres conhecido. Tu serás sempre meu amigo (basta olhar para o céu e estarei lá). Terás vontade de rir comigo. E abrirá, às vezes, a janela à toa, por gosto... e teus amigos ficarão espantados de ouvir-te rir olhando o céu. Sim, as estrelas, elas sempre me fazem rir!"
F) "Num mundo que se faz deserto, temos sede de encontrar um amigo."
Grupo 3 - Cria um poema, partindo da seguinte citação de A. Saint Exupery:
G) "Se a vida não tem preço, nós comportamo-nos sempre como se alguma coisa ultrapassasse, em valor, a vida humana... Mas o quê?"
Grupo 4 - Cria uma Banda Desenhada, baseando-te no seguinte excerto da Raposa e o Principe ( ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY ):
E foi então que apareceu a raposa:
__Bom dia,disse a raposa.
__Bom dia,respondeu polidamente o principezinho,que se voltou,mas não viu nada.
Eu estou aqui,disse a voz,debaixo da macieira...
__Quem és tu?perguntou o principezinho.Tu és bem bonita...
__Sou uma raposa,disse a raposa.
__Vem brincar comigo,propôs o principezinho.Estou tão triste...
__Eu não posso brincar contigo,disse a raposa.Não me cativaram ainda.
__Ah!desculpa,disse o principezinho.Após uma reflexão,acrescentou:
__Que quer dizer "cativar"?
__Tu não és daqui,disse a raposa.Que procuras?
__Procuro os homens,disse o principezinho.Que quer dizer "cativar"?
__Os homens,disse a raposa,têm fuzis e caçam.[..]Criam galinhas também.
É a única coisa interessante que eles fazem.Tu procuras galinhas?
__Não,disse o principezinho.Eu procuro amigos.Que quer dizer "cativar"?
__É uma coisa muito esquecida,disse a raposa.Significa "criar laços...".
__Criar laços?
__Exactamente,disse a raposa.Tu não és ainda para mim senão um garoto
inteiramente igual a cem mil outros garotos.E eu não tenho necessidade de ti.E
tu não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a cem
mil outras raposas. Mas se tu me cativas,nós teremos necessidade um do
outro.Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
__Começo a compreender,disse o principezinho...Existe uma flor...eu creio que
ela me cativou...
__É possível,disse a raposa.Vê-se tanta coisa na Terra...
__Oh!não foi na Terra,disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
__Num outro planeta?
__Sim.
__Há caçadores nesse planeta?
__Não.
__Que bom.E galinhas?
__Também não.
__Nada é perfeito,suspirou a raposa.
Mas a raposa voltou à sua idéia:
__A minha vida é monótona.Eu caço galinhas e os homens caçam-me.Todas as galinhas
parecem-se e todos os homens se parecem também.E por isso aborreço-me um
pouco.Mas se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol.Conhecerei um
barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem
entrar debaixo da terra.O teu me chamará para fora da toca,como se fosse música.
E depois,olha!Vês lá longe,os campos de trigo?Eu não como pão.O trigo para mim é
inútil.Os campos de trigo não me lembram coisa alguma.E isso é triste!Mas tu
tens cabelos cor de ouro.Então será maravilhoso quando me tiveres cativado.O
trigo,que é dourado,fará lembrar-me de ti.E eu amarei o barulho do vento no
trigo... A raposa calou-se e considerou por muito tempo o príncipe:
__Por favor...cativa-me!disse ela.
__Bem quisera,disse o principezinho,mas eu não tenho muito tempo.Tenho amigos a
descobrir e muitas coisas a conhecer.
__A gente só conhece bem as coisas que cativou,disse a raposa.Os homens não têm
mais tempo de conhecer coisa alguma.Compram tudo prontinho nas lojas.Mas como
não existem lojas de amigos,os homens não têm mais amigos.Se tu queres um
amigo,cativa-me!
__Que é preciso fazer?perguntou o principezinho.
__É preciso ser paciente,respondeu a raposa.Tu te sentarás primeiro um pouco
longe de mim,assim,na relva.Eu te olharei para o canto do olho e tu não dirás
nada.A linguagem é uma fonte de mal-entendidos.Mas,cada dia,te sentarás mais
perto... No dia seguinte o principezinho voltou.
__Teria sido melhor voltares à mesma hora,disse a raposa.Se tu vens,por
exemplo,às quatro da tarde,desde às três eu
começarei a ser feliz.Quanto mais a hora for chegando,mais eu me sentirei
feliz.Às quatro horas então,estarei inquieta
e agitada:descobrirei o preço da felicidade!
Grupo 5 - O Que farias com 53 minutos para gastar por dia? Cria uma história onde apresentavas a forma como usarias 53 minutos da tua vida.
...Mas primeiro lê o excerto do VENDEDOR e o Principezinho:
"- Bom dia, disse o principezinho.
- Bom dia, disse o vendedor.
Era um vendedor de pílulas aperfeiçoadas eu aplacavam a sede. Toma-se uma por
semana e não é mais preciso beber.
- Por que vendes isso? perguntou o principezinho.
- É uma grande economia de tempo, disse o vendedor. Os peritos calcularam. A
gente ganha cinqüenta e três minutos por semana.
- E o que se faz, então, com os cinqüenta e três minutos?
- O que a gente quiser...
"Eu, pensou o principezinho, se tivesse cinqüenta e três minutos para gastar,
iria caminhando passo a passo, mãos no bolso, na direção de uma fonte..."
quinta-feira
Apóstolos de Jesus
O Evangelho Segundo João
Páscoa... passados 2000 anos?
Será pelas palavras sábias de Jesus, os seus ensinamentos sublimes, que geraram tantos discípulos? Será Cristo um mestre, um filósofo do amor? Não, não foi por isso. Outros pensadores, de Platão a Kant, também apresentaram doutrinas elaboradas.
Será pelo mito que se criou à volta do carpinteiro de Nazaré, gerando um culto e uma igreja? Será Cristo um carismático, um líder religioso?
Também não tem nada ver com isso. Outras figuras, de Alexandre Magno a Karl Marx, tiveram discípulos mais empenhados.
Será por essa execução ser símbolo da opressão que permanece no mundo?
Será Jesus um representante das vítimas da violência? Não, não é nada disso. Outros mártires, de Sócrates a Spartacus, também serviram de exemplo.
A razão da Páscoa é a imensa multidão que há 2000 anos vive quotidianamente com Cristo vivo e ressuscitado. Pela oração, meditação e contemplação, pelo seguimento concreto das Suas palavras, tantos ao longo dos séculos estiveram realmente todos os dias na presença de Cristo.
E aí encontraram uma felicidade sem par e sem medida. Não por deixarem de ter problemas, mas por partilharem com Ele e viverem n’Ele esses problemas. Por poderem dizer, cada vez que enfrentam nova dificuldade:
«Primeira estação: Jesus é condenado à morte».